sábado, 12 de dezembro de 2015

Pelos erros que temos que cometer, 
Pelos nãos que já esperamos,
Pelas conquistas que hão de vir,
Pela felicidade, 
Pelas lutas,
Pelo esforço,
Pela responsabilidade,
Pela verdade, a vida pede...
Coragem.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Uma crônica de aniversário

      Quando eu era menor, esperava ansiosamente, à medida que se aproximava, a data do meu aniversário. De lá pra cá muita coisa mudou, eu mudei também. E é engraçado lembrar agora o quanto eu esperava e sentia que algo ia acontecer acontecer nessa ocasião. Como se a mudança dos dígitos da minha idade fosse surtir algum efeito...
       Hoje penso um tanto diferente e tenho outras razões pra gostar desse dia. Todo dia e a todo momento mudanças acontecem: aprendemos, cometemos erros; nos aproximamos e nos afastamos de pessoas; reencontramos e perdemos... Mas o interessante é que na pressa da vida às vezes a gente deixa as coisas se acumularem, e dentre essas coisas, a gente acumula mudanças e experiências "não-digeridas". Talvez até você tenha processado um bocado delas individualmente, mas não o TODO delas e, querendo ou não, algumas datas nos impelem a pensar sobre isso.
        Então, cá estou eu, caderno e caneta na mão*... Meu jeito de pensar alto.
        Algumas dessas datas e ocasiões são bem conhecidas, mundiais até, outras nem tanto. Ano-novo, aniversários, fim de semestre, semana de prova; dia de mudança, de casa, de escola, de emprego; o luto. Bem, a lista é longa, no entanto, permanece a minha certeza de que cada dia é importante à sua maneira, cada momento soma.
        O que afinal tem de tão especial num aniversário? Bem, é uma ótima pergunta. Acho que assim como em todos os anos são exibidas retrospetivas de acontecimentos mundialmente ou nacionalmente importantes;  algo parecido ocorre comigo no aniversário. É um bom dia para ser lembrado de tudo de bom que recebi, dos erros que cometi; das pessoas que ajudei, dos amigos que ganhei e de tudo aquilo que aprendi.
        Lembrar também que às vezes tudo pode parecer mais cinza, mas que até a "falta de cor" nos ensina a valorizar o azul do céu.
        Talvez sejam só meus "óculos de aniversário", ou talvez eu realmente tenha um coração piegas, mas eu sei que vale a pena lembrar, receber cada sorriso e declaração sincera de afeto, dizer amém e obrigado para e por todas as bençãos proferidas em meu favor.

domingo, 22 de novembro de 2015

Sabe, nos momentos mais impróprios, nas horas mais apressadas, nos dias em que mal a gente consegue pensar de tão cansado, nessas horas a gente fica pensativo.
 E é tão estranho, parece que todo aquele desejo de um sorriso aberto, da calma da certeza, tudo isso aparece. 
Se tornam notórias as ausências do tempo presente e as variáveis do passado se amontoam em imaginações do que poderia ter sido e não foi. E mesmo as decisões certas parecem nebulosas diante de tantas incertezas.

Uma certeza eu tenho, de nada me serve ficar ansioso, isso eu sei, a Palavra do Pai é que me diz. Minha única escolha, o único "domínio" que enxergo no momento é confiar. Minha única escolha sensata foi Ele que realizou. 
É No Pai que posso descansar; pedir a sabedoria que me falta; olhar sem culpa para o passado; olhar sem ansiedade para o presente; esperar sem medo e lutar pelo futuro.
 Pois Ele é o Senhor do tempo e as estações a Ele pertencem. Nele posso descansar.

sábado, 3 de outubro de 2015

Eu aprendi a entender a linguagem da negação. Quando teu "não" é um "sim" e teu "sim" é um "não".
Mas nem sempre...
Cada dia e cada pessoa é um enigma a ser desvendado. Mas prossigo assim, tentando entender a ti e a mim e a quem mais vier.
Claro que nunca entenderei integralmente nem a ti e nem a mim.
Aquele que nos criou é que entende cada pedacinho desse intrincado ser que sou eu, e o que é você.
Mas continuo tentando entender, e os teus mistérios quero desvendar, quando você aparecer.

(Poema de fim de noite, O mistério que ainda surgirá... ou será que não?)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sinto saudades do que nunca tive.
O que quero parece tão anacrônico... 
Mas não confunda, por favor, o que quero é atemporal, atemporal porque é eterno.
Os tempos mudam, as estações vão e vem,
E às vezes parece que nasci no tempo errado...
Mas diferente do que eu pensava, o descontentamento foi porque eu não nasci pra esse mundo.
(Reflexões sobre um mundo caído)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015



E de tanto sonhar sua imaginação cansou:
"Quem sabe... Talvez quando estiver mais velho, mais rico, mais feliz; ou talvez amanhã mesmo..."
E adiou seu sonho por algum tempo até que estivesse novamente pronto pra sonhar, afinal, ninguém é de ferro.


(Sobre a fadiga.)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O tempo tem dessas coisas, às vezes parece que aconteceu um dia desses, aí você olha uma foto e parece que foi há muitos anos.
Você olha as fotos e percebe que mudou, e não foi pouco. Mas não só você...
As perdas e os ganhos são contabilizados e o resultado é um mixto de sentimento de felicidade pelo bem que permaneceu, e que aumentou, de tudo que ganhou e não tava lá na foto e saudade do que se foi e do que nunca existiu...
"Nostalgia" é uma palavra estranha, quase utópica. Ganhamos e perdemos, Sentimos saudades de coisas que nunca aconteceram, imaginamos como teriam sido. Agradecemos por algumas coisas terem ficado pra trás, mas ao mesmo tempo sentimo-nos gratos pelos bons tempos.
E aquela palavra que só existe em português: "Saudade", essa permanece e aperta o coração.
E o que permaneceu, parece que foi ontem, mas nem parece mais, era tão diferente, não só eu, mas tudo...
Por tudo de bom que acabou, por tudo verdadeiramente bom...
Por tudo de bom que permaneceu e que permanecerá...
Apenas digo: No Céu não vai acabar.

domingo, 31 de maio de 2015

Queria escrever um poema qualquer, pra tirar um sufoco do peito,
pra quebrar o silêncio da vida,
pra entender a ausência do que não tenho,
pra explicar tudo aquilo que não entendo,
pra falar do cansaço de não saber do futuro.
mas, tamanho desconhecimento de causa não merece mais que essas pequenas linhas mal-escritas acompanhadas de um breve conselho:
- Paciência, alma jovem, paciência. Um dia de cada vez e uma noite no meio. Espere Naquele que sabe todas as coisas, paciência.
(Sobre o Futuro e a Ansiedade)

domingo, 24 de maio de 2015

Hoje me deu vontade de escrever,
Falar tudo aquilo que eu sentisse e algo do que pensasse, 
Falar de forma poética e quase sem rimas,
Então, cá estou eu a desfrutar um silêncio musical ( é Marcelo Camelo, se quiser saber), 
Uma noite quase surreal de tão normal, 
Mas sabe... O normal me inspira sorrisos.
Principalmente se eu estou bem acompanhado de lembranças,
distantes ou não,
Os "quases" e os "nãos", Os "sim's" e os "talvezes", os sorrisos e as tristezas,
Tudo somado, tudo junto e misturado.
Um sorriso bobo aqui, um olhar pensativo acolá...
E eu sei que tudo valeu a pena se eu aprendi.
Mas sabe, eu ainda estou aprendendo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Rotina

Talvez a vida da rotina seja a melhor.
Pelos encantos que só a mesmice pode dar.
Talvez a paz também tenha uma face que se mantenha igual 
Uma face Vislumbrada na simplicidade da repetição e na repetição da simplicidade.
Não invente, minh'alma apenas aceite, às vezes o silêncio é a melhor resposta. 
Aceite a dádiva do silêncio, o silêncio do estudante que ainda tem muito a aprender.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O Mais confiável dos registros

Nem todo belo encontro precisa ser registrado.  
Nem todo bom abraço precisa ser fotografado.
Nem todo sentimento precisa ser descrito.
Nem toda palavra de afeto e sorriso de alegria precisam ser publicados e arquivados em algum lugar.
Porque, por mais falha que seja, a memória é o registro mais confiável que você terá.
Ela manterá o brilho dos bons momentos,
E, se você não autorizar, ela jamais contará nada a ninguém.
Não é egoísmo, absolutamente.
É apenas a necessária privacidade,
É apenas a doce discrição que preserva a beleza dos momentos para si, e para si somente.

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