sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Navegar

Eu prefiro uma vida sem tanta complicação.
Sem códigos, sem tantos gestos secretos que tudo ou nada significam.
Um vida com "sim", "não" e "espera um pouco".
Defeitos? Quero rir-me dos meus e dos teus.
Quero que "simplicidade" seja sinônimo de maturidade.

Escolho a normalidade, o plácido ritmo da vida comum. Com sua rotina de sorrisos, com despedidas sem drama; uma vida sem tanta problematização.

Não quero uma vida de indecisão.

Apenas quero navegar, ao sabor das ondas viver; sentir o vento, olhar para o céu, e dizer: "hoje vai chover".

Quero um calmo navegar, ao som das ondas e do violão. Ao som das vozes de todos quantos também quiserem navegar.

E em cada 'dia normal' quero navegar, quero ver o mar mesmo num lugar fechado e com luz artificial.
Quero o som das ondas mesmo no silêncio com ar-condicionado ao fundo.
Quero o som do violão, mesmo em um fone de ouvido.
Quero o som das vozes, mesmo em um texto, em um chat qualquer.

E, por hoje, chega de devaneios. Deixo a vida continuar.

Traço um rumo, iço as velas e sigo em frente.

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