sábado, 16 de dezembro de 2017

Sonhos: O Povo do Mar

Queria um dia publicar uma coletânea de contos baseados nos sonhos malucos que tenho. Noite passada tive um desses sonhos mirabolantes, como não tinha há tempos. 

Tudo começava com uma cena de fuga, perseguição [numa floresta?] em um lugar meio deserto com muitas árvores das quais só se via o tronco fino e alto. O lugar tinha uma neblina e era noite (alguns clichês se repetem porque funcionam). 
Quatro pessoas fugiam de criaturas que corriam com quatro patas, mas não eram quadrúpedes, nem pareciam com qualquer animal conhecido. 

De fato, isso se tornou patente quando esses homens foram encurralados, presos em estranhas armadilhas que prendem os seus braços para o alto. Cada um  encurralado por uma dessas criaturas. 
Elas revelam-se humanóides, compridos e transparentes (como os robôs do final de A.I. - Inteligência artificial) dava para ver seus órgãos.
Elas atacam e devoram ferozmente os homens e, em seguida, tomam a forma de quem eles devoraram, mostrando os dentes em uma expressão feroz. 

(O que justifica aparentemente ninguém estar sabendo dessas criaturas sangüinárias)

Troca de cena: A sensação de que isso está acontecendo em outros lugares do mundo aumenta. Seres como os da cena anterior saem do mar. 
Troca de cena. Uma mulher relata a uma amiga:
-- Tive um sonho estranho noite passada.
-- Me conte como foi esse sonho.
-- Um povo saia do mar... várias criaturas... parecia um exército com cavalos estranhos... 
Troca de cena no meio desse relato. Vemos isso acontecendo de uma visão superior. Os seres com seus cavalos de aparência escamosa com estampas, como dos peixes, pretos com linhas amarelas. Todos saindo do mar. E em um desses "cavalos" uma mulher jovem, vestida como uma bruxa.

Como um bom narrador onisciente, sei quem é a jovem. Imagens da Lúcia de "As crônicas de Nárnia" me vem à mente. De alguma forma eu sei que ela voltou ao mundo humano. E, com saudades de Nárnia, se afastou da humanidade, encontrou esses seres "mágicos" e se aliou a eles. 

(Aquele drama de "Ou você morre herói, ou vive o suficiente para se tornar um vilão")

O sonho termina, mas permanece a sensação de que a humanidade talvez não sobreviva a isso. Bem lovecraftiano.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

     Em um momento do seu livro Humildade -- Verdadeira Grandeza, C. J. Mahaney recomenda algumas práticas para o cultivo da humildade. Uma delas foi jogar golfe:

Na minha experiência com atletismo, não creio que exista um esporte mais difícil ou humilhante. Humilhante porque se você ao menos conseguir jogar, descobrirá que existem todas aquelas tacadas que resultam nas gargalhadas dos outros jogadores e em humilhação para você.

     Eu não jogo golfe, mas não deixo de pensar que todos nós podemos fazer uma lista particular de coisas que nos humilham. Minha lista é grande, vai desde cantar músicas em inglês; passando por ler livros sobre Direito; e chegando em desenhar qualquer coisa, principalmente gente, com o compromisso de fazer algo realmente parecido com a realidade (Poucas coisas me humilham tanto no que se refere à percepção da realidade e atenção a detalhes).

Todas essas coisas são humilhantes porque estão relacionadas com aprendizado.
Aprender é doloroso, mas é bom. Todos somos aprendizes abaixo do sol. A diferença é que alguns não sabem disso.

E você? Já tentou algo novo hoje?

domingo, 3 de dezembro de 2017

Uma crônica de aniversário II


Na TV, sempre vi aniversários em filmes e séries:  aquelas crianças sortudas que ganhavam de tudo e tinham a casa lotada por colegas bagunceiros. Houve um tempo em que eu quis isso para mim.

Todos os anos via os aniversários de pessoas ao redor e, não vou mentir, quis isso para mim. 

Surpresas, homenagens diversas já foram coisas que povoaram minha imaginação em pontos quase esquecidos de minha existência.

Aí aconteceu algo engraçado: Eu cresci.

Cresci; aprendi que amigos próximos são poucos, aprendi a usar ponto e vírgula; aprendi a não ter medo de certos animais e a gostar de coisas para as quais antes eu fazia cara feia.

Engraçado como a vida muda a gente. Como os anos, de mansinho, mudam a nossa forma de ler a realidade.

Já fui um menino sonhador fazendo biquinho pelo que não tinha. Confesso que às vezes ainda o sou.  

Mas aprendi a ser esse cara que alguns dizem ter alma de velho, e que aprendeu a sorrir pelo que tem.

Os aniversários para mim, às vezes ainda são dias de avaliação, outras vezes são dias esplendorosamente comuns. Dias em que tenho a agoniante sensação de estar ficando sem tempo para ilusões.


(02/12/2017)


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