Não me venha com migalhas, ainda prefiro a fome
aos restos encharcados de piedade alheia.
Se não é luz de candeia, não é produzida por candura.
Ainda prefiro o escuro, a uma luz fraca demais
De fósforos sem duração,
calor sem mantimento,
Palavra sem razão.
Prefiro o silêncio, aos barulhos sem comunicação.
A tua piedade vã não merece sequer canção.
No máximo uns versos rasos de que logo esquecerão.
Não. Não merece canção.
(02/08/2016)
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