domingo, 6 de agosto de 2017

Procura-se minha poesia

Quero poesia, mas não quero uma qualquer,
Quero aqueles versos que falem ao coração, mas não traiam minha mente.
Tendo tocado a minha mente, cheguem ao coração.
Tendo tocado os meus sentidos, venham à minha mente. De maneira que tomem de assalto o meu ser.


Desejo versos que me falem do transcendente,
De anjos, ruas de ouro,
de santos que agora estão a louvar.
Também versos que entendam do chão que a gente pisa, do riso da criança e da dignidade do trabalho.


Poemas que aceitem falar de amor,
do olhar cúmplice, do ser ideal e da voz ao pé do ouvido
Mas também da confusão humana, dos horrores, do sentimento de insignificância,
das dores, perdas, e de uma velhice que chega a todos.


Poemas que me levem à reflexão e que tragam um riso bobo.
Que falem do ar, da água e do fogo, sem esquecer da alma inquieta, do sono tranquilo e a essência da paz.


Quero a contradição, mas não a mesquinharia.
Quero azedo, doce, salgado e algo mais.
Ver as cores faladas, Sentir aromas descritos,
Sofrer de amores não ditos,
Compadecer-me dos não confessados.


Quero agradecer bênçãos que não são minhas,
Sentir na alma as bondosas linhas
De poetas não contados.

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