Queria um dia publicar uma coletânea de contos baseados nos sonhos malucos que tenho. Noite passada tive um desses sonhos mirabolantes, como não tinha há tempos.
Tudo começava com uma cena de fuga, perseguição [numa floresta?] em um lugar meio deserto com muitas árvores das quais só se via o tronco fino e alto. O lugar tinha uma neblina e era noite (alguns clichês se repetem porque funcionam).
Quatro pessoas fugiam de criaturas que corriam com quatro patas, mas não eram quadrúpedes, nem pareciam com qualquer animal conhecido.
De fato, isso se tornou patente quando esses homens foram encurralados, presos em estranhas armadilhas que prendem os seus braços para o alto. Cada um encurralado por uma dessas criaturas.
Elas revelam-se humanóides, compridos e transparentes (como os robôs do final de A.I. - Inteligência artificial) dava para ver seus órgãos.
Elas atacam e devoram ferozmente os homens e, em seguida, tomam a forma de quem eles devoraram, mostrando os dentes em uma expressão feroz.
(O que justifica aparentemente ninguém estar sabendo dessas criaturas sangüinárias)
Troca de cena: A sensação de que isso está acontecendo em outros lugares do mundo aumenta. Seres como os da cena anterior saem do mar.
Troca de cena. Uma mulher relata a uma amiga:
-- Tive um sonho estranho noite passada.
-- Me conte como foi esse sonho.
-- Um povo saia do mar... várias criaturas... parecia um exército com cavalos estranhos...
Troca de cena no meio desse relato. Vemos isso acontecendo de uma visão superior. Os seres com seus cavalos de aparência escamosa com estampas, como dos peixes, pretos com linhas amarelas. Todos saindo do mar. E em um desses "cavalos" uma mulher jovem, vestida como uma bruxa.
Como um bom narrador onisciente, sei quem é a jovem. Imagens da Lúcia de "As crônicas de Nárnia" me vem à mente. De alguma forma eu sei que ela voltou ao mundo humano. E, com saudades de Nárnia, se afastou da humanidade, encontrou esses seres "mágicos" e se aliou a eles.
(Aquele drama de "Ou você morre herói, ou vive o suficiente para se tornar um vilão")
O sonho termina, mas permanece a sensação de que a humanidade talvez não sobreviva a isso. Bem lovecraftiano.
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